"Não se culpe nem se poupe, deite-se,vire-se música,Deite-se,vire-se,Deite-se, vire-se música,Deixe-se musicar"
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terça-feira, 27 de novembro de 2007

Daqui pra frente...

Pela primeira vez num show solo, Juliana Sinimbú decidiu usar como tema a simples forma de contar sua história depois que de fato começou a cantar, já que antes disso, a sua relação com a música era apenas amor platônico.

Assim, decidiu chamar a pessoa mais presente nos últimos tempos de sua trajetória, o compositor, violonista e amigo Felipe Cordeiro para dividir o palco e fazer a direção musical.
Juntos, montaram um show com um título sugestivo que fala através da música, sobre pensamentos, sonhos, frustrações e vida musical da cantora.

No repertório, muito samba, que é de berço, a maior influência da cantora, pop, blues e derivados, além de uma direção artística e ambientação cênica cuidadosamente feita por Carlos Vera Cruz e Ana léa Marçal e participações especialíssimas de amigos-músicos, cantores e compositores.

O espetáculo acontecerá dia 5 de dezembro, dentro do projeto 1 /4 de música no Teatro Margarida Schivasappa do Centur.

Ficha Técnica:

Produção Executiva: Ana Léa Marçal
Roteiro: Juliana Sinimbú
Assistente de produção: Thiago Lobo
Concepção de Cenário: Carlos Vera Cruz
Cenotécnica: Barrão e Marina
Direção musical: Felipe Cordeiro
* Show produzido pela Espetáculo Produções Artísticas

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

A verdadeira história de Leila Chavantes em DVD

Amigos, fãs e artistas se reuniram ontem no lançamento do DVD que conta a verdadeira história de Leila Chavantes.Se ela estivesse entre nós, teria feito 56 anos.

O DVD traz o último show da carreira da cantora, intitulado Dupla face, gravado no Teatro da Paz em 2006, ao lado do pianista Tynnôko Costa. Além de depoimentos de músicos que dividiram os palcos com Leila e uma retrospectiva da vida da artista, desde a infância.

Cantora, médica, escorpiana, paraense de coração, mulher, filha, esposa, Leila não era só admirada pela voz brilhante (com um timbre grave de arrepiar), mas também querida por todos que tiveram o privilégio de conhecê-la. E eu tive o prazer de conhecer o talento de Leila Chavantes.

Não gosto da idéia de ausência, prefiro acreditar que perdemos Leila de vista, por alguns instantes, mas que cedo ou tarde ela estará entre nós, de preferência cantando um bolero.


“E então eu cantaria
A noite inteira
Como já cantei, cantarei
As coisas todas que já tive
Tenho e sei, um dia terei...
A fé no que virá
E a alegria de poder
Olha pra trás
E ver que voltaria com você
De novo, viver
Nesse imenso salão...
Ao som desse bolero
Vida, vamos nós
E não estamos sós
Veja, meu bem
A orquestra nos espera
Por favor!
Mais uma vez, recomeçar...”



Para ouvir:


domingo, 21 de outubro de 2007

CD Olívia Byington


Álbum: Olívia Byington
Selo: Biscoito Fino
Ano:2007
Preço médio: R$ 30
Títulos do álbum:
1 - Areias do Leblon
2 - Guarda a minha alma
3 - Na ponta dos pés (part. especial Seu Jorge)
4 - Balada do avesso
5 - Por dentro das canções
6 - Mãe Quelé
7 - Todo par
8 - Eu nunca fui à Bahia
9 - O mar é minha hora
10 - Clarão
11 - Até Lisboa
12 - Sapatilhas de ponta

sábado, 20 de outubro de 2007

A casa de Olívia





Ontem eu estive na casa da Olívia. Sim, isso mesmo, Olívia Byington.

Quando entrei no Teatro Margarida Schivasappa, disse a um amigo: “Parece que estou entrando na casa dela”.Olívia estava lá, no palco, ou melhor, na sua pequena sala de estar, recebendo convidados e amigos.

E como era a primeira vez que eu a visitava, sentei-me na poltrona e fiquei observando a mobília, a coleção de livros empilhados no chão, a pequena imagem de Nossa Senhora de Nazaré e no meio da modesta e pitoresca decoração, um moderno lap top, que ela usava para colocar a música ambiente da festinha particular que ali começava.

Olívia Byington fez um show intimista, no qual a platéia mais parecia uma roda de amigos pessoais que se encontram para bater-papo, contar histórias engraçadas do cotidiano e ouvir boa música. A cortina de retalhos com tecidos de texturas variadas e as velas coloridas exalando um leve perfume que tomava conta de todo o teatro, deram o tom e a sutileza do espetáculo.

Olívia não chama atenção só pela beleza física, mas principalmente pela voz absolutamente afinada, limpa, aguda, com os trinados de uma soprano ligeiro, resquícios do canto lírico, que ela abandonou ainda na adolescência para se entregar às volúpias da música popular.

O show “Cada um, cada um”, apresentado quinta e sexta-feira em Belém, teve realmente um repertório escolhido a dedo, com músicas representativas da carreira de intérprete de Olívia Byington como Mais Clara, Mais Crua, outras que mostravam o incontestável talento de compositora como Lady Jane, em parceria com Geraldo Carneiro e Clarão, de Olívia e Cacaso, e ainda canções divertidas e cômicas como Menina Fricote, de Marília e Henrique Batista e Uva de Caminhão, de Assis Valente(chamado "carinhosamente" de Tati Quebra-barraco dos anos 30 pela cantora), além de um texto inteligente, frouxo, bem humorado, que deixava evidente as habilidades de atriz (ela poderia seguir perfeitamente a carreira da irmã).

Por falar em atriz, Olívia disse que sentiu medo, insegurança ao montar o show, por se tratar de um espetáculo no qual passa quase uma hora e meia, sozinha no palco, o que, segundo ela, poderia ser comparado aos monólogos teatrais.

Discordando dela, devo dizer que não se tratou em nenhum momento de um monólogo, mas sim de um longo e prazeroso diálogo: Ela falava e o público respondia com gestos, aplausos, olhares, sensações, risadas, sussurros e até gritos dos mais empolgados. O público falava...e ela respondia com sua música.



Para ouvir: Olívia Byington - MySpace

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Alba Maria é inaugural



Recentemente li uma matéria na qual o autor falava sobre cantoras inaugurais e simulacros. Achei o texto muito interessante, com algumas ressalvas, é claro.
Ao destacar aquilo que para ele seriam (são) imitações mal acabadas de algumas cantoras, deu uma definição para o que podemos chamar de cantoras inaugurais:



Ao ler esse pequeno trecho, porém muito bem pensado, lembrei-me de imediato da cantora paraense Alba Maria. Que ela está no rol das melhores cantoras do nosso país, eu já sabia, mas tive plena convicção de que Alba Maria é, sem dúvida, uma cantora inaugural, daquelas que são raras, que nem imitam e nem se permitem imitar.

Não seria imprudente, porém, dizer que Alba Maria se transforma em várias e ao mesmo tempo dá voz a cada uma de suas influências, ora Elis Regina, ora Gal Costa, ora Clara Nunes. Até mesmo as tantas mulheres de Chico Buarque passeiam livremente pelo seu cantar.

Mas ela não é simulacro de ninguém, tampouco uma imitação barata com rasuras.Mesmo vivendo num mundo-cópia, Alba Maria consegue ser diferente, única.

Seria impossível resumir o talento dessa maravilhosa intérprete em parcas linhas, e nem poderia ousar fazê-lo. Mas quem conhece sabe exatamente do que estou falando: da voz marcante, da entrega, da sensualidade...

Querem entender melhor? Ouçam Alba Maria! Melhor que isso, ouçam e assistam, se possível. Um deleite para os olhos e para os ouvidos mais exigentes.

Agenda:

Quinta-feira

Alba Maria e Floriano

Bar bodega (Quintino Bocaiúva,entre Conselheiro e Gentil) - 23h

Todos os Sábados de outubro (inclusive na véspera do Círio)

Alba Maria,Floriano (violão) e Márcio Jardim (percussão)

Bar Café Imaginário (Quintino esquina com Boaventura) - 23h

Para ouvir: http://www.myspace.com/albamaria75

domingo, 23 de setembro de 2007

Por dentro da noite prata


“A noite está estrelada, e tiritam, azuis, os astros lá longe...O vento da noite gira no céu e canta”. Lembrei-me exatamente desse trecho do poema de Neruda, ao ouvir a voz brilhante de Dayse Addario no show “Por dentro da noite prata”, que aconteceu no dia 30 de maio deste ano. Não pela temática poética utilizada tanto nas palavras de Pablo quanto no cenário do espetáculo, mas pela tão sublime sensação daquelas melodias, que me fizeram sair do teatro e entrar em um outro mundo. Um mundo prata, dourado, furta-cor, que se abria na minha frente, simultâneo aos inúmeros feixes de luz. E lá no centro de tudo, o talento incontestável de uma intérprete, no auge dos seus 20 anos de carreira, vivendo a maturidade dos seus 20 anos blues...
Dayse convidou a platéia para cantar com ela naquela noite prata e foi exatamente isso que conseguiu. Um público encantado, ao simples abrir da cortina e surpreso com aquela figura radiante que surgia de trás dos prédios enegrecidos, caminhando numa rua de paralelepípedos e acompanhada por doze músicos que formavam uma verdadeira orquestra jazzística.
Não podia deixar de fazer o registro desse show aqui no blog, não como produtora do espetáculo, mas como fã, no sentido mais puro da palavra. Tive a honra de participar da concepção do espetáculo, mas nada me deixou tão feliz como o fato de esquecer tudo, por um breve instante, e me sentir a mais encantada das tietes.
Ainda neste semestre teremos a reapresentação do espetáculo e o lançamento do CD homônimo.
Fica aqui a dica para os amantes do bom e velho jazz, misturado ao nosso conhecido tempero amazônico.